Depressão

A depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser afetados pela doença, porém as mulheres estão mais suscetíveis a desenvolvê-la. Crianças e idosos apresentam características particulares, mas não estão imunes, podendo também apresentar sinais e sintomas depressivos.

Há uma diferença importante a ser esclarecida. O transtorno depressivo, ou seja, na depressão classificada como doença, nem sempre é possível detectar quais motivos levaram a pessoa a ficar deprimida. Já as reações deprimidas normais, é possível apontar o evento que a desencadeou.

Suas causas são múltiplas, de maneira que somadas podem originar a doença, dependendo das questões constitucionais individuais, como aspectos neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) e genéticos, além de fatores psicológicos, ambientais e sociais como estresse, estilo de vida, sobrecarga (excesso de trabalho, por exemplo), acontecimentos marcantes (crises, separações, perdas, morte de um ente querido, vítimas de algum tipo de preconceito constante, crise de meia-idade, clima, entre outros).

Sintomas

Na depressão o sofrimento é intenso, presente na maior parte do dia. Nem sempre há uma explicação consciente que justifique a forte tristeza.

Alguns sinais e sintomas da depressão

* Humor depressivo, irritabilidade, ansiedade, angústia;
* Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para realizar simples tarefas;
* Diminuição ou incapacidade de sentir prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
* Desinteresse, falta de motivação e apatia;
* Grande dificuldade em tomar simples e rotineiras decisões;
* Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
* Extremo pessimismo, idéias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa auto-estima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
* Desejo de morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
* Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento", "nublado";
* Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
* Diminuição do desempenho e desejo sexual e da libido;
* Perda ou aumento do apetite e do peso;
* Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono superficial), despertar matinal precoce ou, o oposto, sono excessivo;
* Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores abdominais, má digestão, azia, diarréia, constipação, flatulência, tensão muscular, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros;

É importante ressaltar que os sintomas variam de existência e intensidade para cada pessoa, dependendo do grau depressivo, tratamento, se há ou não outras doenças associadas. Cada indivíduo deprimido pode manifestar seus sinais de uma forma particular.

Tratamento

Existem diferentes formas de abordar a depressão, com os diferentes entendimentos que existem em relação a sua origem. Na maioria dos casos é necessária a intervenção através da psicoterapia juntamente com o acompanhamento psiquiátrico para a prescrição de medicamentos. A depressão pode ser perfeitamente tratada, desde que o paciente dê o primeiro e mais importante passo, que é o de procurar auxílio de um psicólogo.

O psicólogo atua com foco no paciente, mas em alguns casos pode haver a necessidade de uma orientação familiar para que entendam como lidar com o parente deprimido. Em psicoterapia, psicólogo e paciente caminham para a busca da compreensão e elaboração do que está havendo. O acompanhamento psicológico visa facilitar o processo de auto-percepção, o que passa tanto pelo racional como pelo corporal, na medida em que a consciência envolve sensações que se expressam e são captadas através dos sentidos. Em um processo psicoterapêutico ao mesmo tempo em que o indivíduo amplia sua percepção a respeito de si próprio, aumenta sua autoconfiança e capacidade de se orientar criativamente em seu meio na busca de seu equilíbrio. Além da psicoterapia é importante o auxílio da família, dos amigos e, se possível, de um grupo de ajuda. Essas são excelentes ferramentas que caminham junto com o trabalho psicológico.

A especialidade médica responsável por este tipo de tratamento é a Psiquiatria. O psiquiatra procura controlar a depressão através de medicação e aconselhamento. Além disso, alguns exames clínicos podem ser solicitados pelo médico para complementação diagnóstica.

A saída de um quadro depressivo se dá de forma gradativa, não excluindo episódios de "altos e baixos". O indivíduo que apresenta um quadro depressivo, ao procurar ajuda, encontra-se deprimido a maior parte do tempo. Com o início do tratamento experimenta momentos com sensações agradáveis, alternando com sintomas de depressão. Essa oscilação, principalmente no início do tratamento, é comum. Ao longo do processo terapêutico esses períodos de "normalidade" vão ficando cada vez mais duradouros e constantes, e os momentos depressivos cada vez mais raros e menos agudos.
Rua Comendador Miguel Calfat, 128
Itaim Bibi - Cep: 04537-080 - São Paulo - SP
Telefone: 55 (11) 3045.2035
E-mail: contato@psicologajulianacampos.com.br
Criação de Sites Profissionais – em Campinas, São Paulo - SP